Métodos construtivos inovadores podem agilizar a reconstrução em cenários de crises como a vivida no estado gaúcho

Em momentos de tragédias e desastres naturais, como a recente catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul, a busca por soluções ágeis e eficientes para a reconstrução se torna crucial. É nesse contexto que a construção industrializada desponta como uma alternativa promissora, oferecendo métodos construtivos inovadores que podem agilizar o processo de recuperação.

“Tanto para construção civil residencial como para comercial, o sistema Light Steel Frame se destaca por seu desenvolvimento e eficiência, sendo essencial para a reconstrução do estado. Entre os diferenciais na comparação com métodos tradicionais estão a velocidade da obra, menos desperdício e maior sustentabilidade. Observamos um interesse crescente por parte de entidades governamentais em sistemas construtivos alternativos, o que pode sinalizar uma mudança significativa na construção de habitações populares. Ainda há esforços que precisam ser feito no sentido de tornar cada vez mais acessível essa tecnologia”, explica Roger Timm, Diretor Técnico da CenterSteel.

A empresa, localizada em um dos bairros mais afetados pelas enchentes em Porto Alegre, foi severamente impactada.

“Apesar de termos ficado inativos durante todo o mês de maio de 2024, conseguimos nos recuperar, salvar equipamentos e matérias-primas. Estamos prontos e dispostos a contribuir ativamente na reconstrução do nosso estado”, completou.

Marilucy Rodrigues, diretora de Engenharia da Masterwall, destaca o Light Steel Frame como resposta rápida e de baixo impacto ambiental.

“A situação no Rio Grande do Sul remete a momentos históricos de grande demanda por reconstrução, como o período pós-Segunda Guerra Mundial, quando o Light Steel Frame ganhou força devido à necessidade urgente de moradias e à ociosidade da indústria siderúrgica. Hoje, vivemos um momento semelhante, onde a catástrofe gerou uma demanda excepcional por novas construções”, destacou.

Além da rapidez na execução, Marilucy destaca a significativa redução no impacto ambiental que a construção a seco proporciona.

“O Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul estimou que o volume de resíduos gerados pela catástrofe pode chegar a 47 milhões de toneladas. A gestão desses resíduos é um desafio colossal para o Estado. O sistema tradicional de alvenaria gera um desperdício de aproximadamente 30%, enquanto os sistemas construtivos industrializados, como o Light Steel Frame, reduzem esse índice para cerca de 5% ou até menos, com a coordenação modular”, salientou.

Os sistemas industrializados, conforme explicação de Marilucy, são precisos e minimizam os resíduos.

“Cada perfil de aço é cortado sob medida em máquinas CNC, resultando em zero desperdício. Utilizando a coordenação modular, podemos ainda reduzir o desperdício de placas para cerca de 3%”, finalizou.

7º Congresso Latam Steel Frame & Construção Industrializada

O cenário desse segmento será pauta no 7º Congresso Latam Steel Frame & Construção Industrializada que é uma mostra das últimas inovações e espaço de discussões das melhores práticas do setor. Marcado para os dias 24 e 25 de outubro de 2024, no novo Distrito Anhembi, em São Paulo, o evento é referência nacional e reunirá empresas, especialistas e interessados em debater o futuro da construção industrializada no país.

Serviço:

O que: 7º Congresso Latino-Americano de Steel Frame e Construção Industrializada; 7ª Expo Experience de Construção Industrializada
Quando: 24 e 25 de outubro
Onde: Distrito Anhembi
Realização: Take Comunicação e Eventos (55 11 98559-5353)
Contato: atendimento@congressosteelframe.com.br

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